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Planilha apresentada

Planilha apresentada por delator da Odebrecht mostra supostas movimentações financeiras para obras em sítio de Atibaia, diz MPF

Emyr Diniz Costa Junior entregou planilha que aponta soma de R$ 700 mil, segundo o MPF.


Imóvel integra investigações contra o ex-presidente Lula (Foto: Nelson Almeida/AFP e Reprodução/TV Globo)Imóvel integra investigações contra o ex-presidente Lula (Foto: Nelson Almeida/AFP e Reprodução/TV Globo)
Imóvel integra investigações contra o ex-presidente Lula (Foto: Nelson Almeida/AFP e Reprodução/TV Globo)
O Ministério Público Federal apresentou ao juiz Sérgio Moro nesta segunda-feira (27) uma planilha que mostra supostas movimentações financeiras feitas pelo setor de propinas da Odebrecht, cujo destino seria o pagamento de obras de um sítio em Atibaia, no interior paulista.
O imóvel é objeto de um processo contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, acusado de receber propina da empreiteira por meio das reformas no imóvel.
A planilha foi entregue ao MPF pelo ex-funcionário da empresa, Emyr Diniz Costa Júnior, que alegou ter retirado uma cópia documento no sistema Drousys, usado pela Odebrecht para comunicação sigilosa entre os funcionários. Ele é um dos delatores ligados à empreiteira. A planilha aponta movimentações financeiras que totalizam R$ 700 mil.
De acordo com o MPF, uma cópia idêntica do documento também foi encontrada dentro de discos rígidos que contêm cópias de todos os dados armazenados no Drousys e que foram apreendidas durante as investigações da Lava Jato.
A apuração dos procuradores também indicou que Costa Júnior foi o engenheiro responsável pelas obras no imóvel. Segundo a defesa dele, o dinheiro foi repassado quando ele atuava em outra obra, chamada de Projeto Aquapolo, uma obra de saneamento realizada na região do ABC Paulista.
Os advogados de Costa Júnior afirmam que essa planilha corrobora o que ele disse durante os depoimentos da delação premiada que firmou com a Justiça. O MPF, porém, apenas confirma ter encontrado a cópia da mesma planilha, sem fazer juízo de valor quanto à suposta prova apresentada.
Para a defesa do delator, os valores são compatíveis com as notas fiscais apresentadas pelo MPF à Justiça, como provas da suposta propina ao ex-presidente Lula.

Setor de propinas

Ainda de acordo com a defesa de Costa Júnior, a planilha mostra que os valores pagos em 2010 foram repassados pela equipe do chefe do setor de propinas da Odebrecht, Hilberto Mascarenhas, por intermédio da secretária Maria Lúcia Tavares.

Sítio investigado

O sítio em Atibaia é um dos alvos de investigações da Lava Jato contra Lula. As investigações apontaram indícios de que ele seria o real proprietário do imóvel, que está registrado em nome de outros dois empresários. A propriedade era usada com frequência pela família do ex-presidente que, no entanto, alega que os donos liberaram o acesso ao local, por amizade.
Além de Lula e Costa Júnior, também são réus neste processo o empresário Fernando Bittar, um dos donos do sítio; o ex-presidente do Grupo Odebrecht, Marcelo Odebrecht; o ex-presidente da OAS, José Aldemário Pinheiro Filho, conhecido como Léo Pinheiro; o pecuarista José Carlos Bumlai; o advogado de Lula, Roberto Teixeira; e ex-funcionários ligados às construtoras citadas na denúncia.

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